Resolvi iniciar a leitura deste livro mesmo não gostando de ler histórias que ainda estão na moda. Em parte pela pressão que a sociedade faz. Não é fácil ser leitor no Brasil, pessoal.
Mas brincadeiras à parte, posso dizer que gostei do que li. No início achava se tratar de uma história de terror. Tanto pelo que as pessoas comentavam do livro, como pela capa da edição brasileira (na época do lançamento várias obras de terror tinham capas parecidas).
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Fonte: Blog |
Atualmente estou no capítulo 5 do livro e, como falei no Podcast do Livro LTDA a sensação que tenho é que acabo de acordar um lugar estranho e uma mulher desconhecida começa a me contar uma história por sua própria visão. Fico sabendo muito sobre as características dela e da situação que ela está, mas não tenho clareza, muito menos certeza, de nada.
Até a aqui tudo o que sei é que a personagem principal tem iguais. Tem colegas que compartilham do seu mesmo destino. Que todas estão em situação desfavorecida socialmente e hierarquicamente. Que todas vivem uma servidão escravista a seus ˜chefes˜.
Consegui capturar também, pela história contada, que o país – em que se dá – está em guerra e neste começo tímido de detalhamento da guerra foi possível notar como a imagem do inimigo é montada na personagem a fim de desumaniza-los, até mesmo nas mentes da personagem principal que também está em situação desumana, mas parece não se dar conta.
Em uma das passagens a aia traça um início de caracterização da mulher do comandante. O comandante não sei ainda se é chamado assim por ser realmente do exército. A personagem principal, passa pelas características físicas desta outra personagem e pelo fato de a mulher do comandante ter feito parte de um grupo de músicas cristãs. Isso ajuda a enfatizar o ar religioso dado aos personagens de status social ou hierárquico mais elevado.
Ainda não consegui tirar muito da história, mas já tenho algumas dicas que vai ser boa.