Virgem Maria: Confira 5 curiosidades sobre a mãe de Jesus

Virgem Maria: Confira 5 curiosidades sobre a mãe de Jesus

 

Uma das figuras religiosas mais importantes do mundo, a Maria é tema de novo filme que labareda atenção na Netflix; entenda

O fato do filme seguir o ponto de vista e trajetória de Maria se justifica, pois, dentro do rito cristão, ela é vista uma vez que uma santa, uma mulher que literalmente subiu aos céus e que deu à luz, mesmo sendo virgem — logo, imaculada —, àquele que viria para salvar a todos.

Porém, sua figura histórica é marcada por uma série de peculiaridades pouco difundidas, alteradas ou ignoradas pela rito cristã, o que faz dela, até hoje, uma personagem intrigante e até misteriosa. Confira a seguir 5 curiosidades históricas sobre Virgem Maria, a mãe de Jesus:

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1. A puerícia

A primeira incerteza que existe, tanto sobre ela quanto sobre Jesus, é a puerícia da figura que até hoje fascina diferentes idades. O jornalista Rodrigo Alvarez, responsável do livro ‘Maria’, biografia sobre a mãe de Cristo, explica que existem poucos registros sobre o período.

“A puerícia de Maria é um mistério e permanecerá um mistério. Tudo o que temos são escritos que começam a surgir a partir da segunda metade do Século II com uma tentativa cristã de preencher as lacunas biográficas dos evangelhos”, disse o redator às Aventuras na História. 


2. Himeneu na mocidade

A vaticanista Mirticeli Medeiros, pesquisadora de história do catolicismo na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, afirma também à BBC que, segundo a literatura apócrifa, Maria “teria sido apresentada a José aos 14 anos de idade“. Isso porque era prática na era que as jovens deveriam ser dadas em conúbio logo nas primícias da puberdade, posteriormente a primeira mênstruo, caso contrário seria considerada “natividade de inquietação para os pais”.

“Do ponto de vista modelar dos casamentos mediterrâneos, a jovem conhecia o horizonte marido no dia do conúbio. A teoria de namorar inexistia. Essas meninas viviam junto à família e, portanto, só iriam saber o marido muitas vezes na cerimônia. O matrimônio era uma relação de tratado entre as famílias”, acrescenta o historiador André Leonardo Chevitarese, professor do Instituto de História da Universidade Federalista do Rio de Janeiro (UFRJ), também ao veículo. “Do ponto de vista modelar, essas mulheres aos 16, 17 anos já são mães de dois ou de três filhos”.


3. Viúva jovem

Um roupa sobre a rito, razão para incerteza de muitos, é que José — marido de Maria, sempre representado uma vez que um varão mais velho — não costuma eclodir nas narrativas de Jesus em sua idade adulta.

Para explicar isso, Chevitarese menciona as pesquisas do historiador e teólogo irlandês John Dominic Crossan, que “aventou a possibilidade de essa escassez ser em razão de uma violenta repressão do tropa romano ocorrida ao lado da pequena localidade de Nazaré”.

“Os romanos, para reprimirem uma revolta camponesa, dizimaram os indivíduos que eles consideravam responsáveis. Crossan sugere que José possa ter morrido nessa repressão”, prossegue o pesquisador. Logo, Maria não teria unicamente se casado jovem, uma vez que também se tornado viúva cedo.


4. Judia ou cristã?

Um ponto importante que muita gente confunde é que, embora Maria seja uma figura de grande destaque no cristianismo, ela, na verdade, foi uma mulher judia. “A concepção de Maria cristã é uma construção eclesiástica, feita por padres, monges, teólogos”, afirmou o estudioso de hagiologias Thiago Maerki, pesquisador da Universidade Federalista de São Paulo (Unifesp) à BBC. “Maria era judia, frequentava a sinagoga. A teoria de uma Maria cristã, de uma cristandade em torno de Maria é um resultado da Idade Média”.


5. Morte de Maria

O incidente descrito no rito, que marca de maneira definitiva a santificação de Maria, é a sua morte. Responsável por trazer ao mundo o messias, mesmo supostamente virgem, ela não poderia ter um óbito geral, com suas sobras mortais perecendo sob o terreno. Por isso, veio a teoria da Assunção de Maria, quando ela subiria de corpo e espírito aos céus.

No entanto, Chevitarese ressalta que essa teoria só surgiu posteriormente, entre os séculos 5 e 10. Outrossim, embora não seja provável negar que ela morreu, por razões puramente biológicas, também não há zero que determine quanto ela viveu.

Há indícios de que Maria morreu logo posteriormente o fruto, e até de que teria falecido com muro de 50 anos, retornando para Éfeso (atual Turquia) posteriormente a morte de Jesus, ou mesmo que teria voltado para Jerusalém.

Fonte:aventurasnahistoria.com.br

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